Lab Nova Longevidade lança 2º Mapeamento e posiciona iniciativa como infraestrutura do ecossistema de longevidade no Brasil

Nova edição amplia base de iniciativas, incorpora escuta com atores-chave e aposta em inteligência coletiva para impulsionar conexões e colaboração no país

Mulher negra idosa de cabelo cacheado na altura dos ombros em uma sala de estar iluminada. Ela veste uma blusa laranja, segura um celular e sorri para a foto

O Lab Nova Longevidade anuncia o lançamento do 2º Mapeamento do Ecossistema de Inovação Social em Longevidade. A nova edição marca uma evolução estratégica: mais do que mapear iniciativas, o projeto passa a se consolidar como uma infraestrutura para fortalecer o campo da longevidade no país.

Em 2024, a primeira edição identificou mais de 400 iniciativas de todos os setores e regiões do Brasil, revelando a diversidade e a potência de soluções voltadas a uma sociedade que envelhece. Agora, a meta é não apenas ampliar essa base, mas torná-la mais acessível, conectada e acionável — facilitando a buscabilidade, a articulação entre atores e a construção de colaborações capazes de gerar impacto em escala.

Aberto a organizações de toda a sociedade — governo, mercado, sociedade civil, academia, mídia e produtores de conteúdo —, o mapeamento oferece contrapartidas às iniciativas participantes, como visibilidade em uma plataforma pública, diagnóstico de inovação e impacto com apoio de inteligência artificial e oportunidades de conexão com parceiros estratégicos. Além disso, haverá uma cocuradoria com o 8º Longevidade Fórum e Festival para seleção de organizações mapeadas que participarão da arena de inovação do evento, que acontecerá de 25 a 27 de setembro, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo.

“O Mapeamento é uma inovação em si. É a primeira vez que treinamos uma IA para fornecer um diagnóstico personalizado para todas as organizações participantes com base nos critérios adotados globalmente pela Ashoka e por sua iniciativa de Nova Longevidade para reconhecer empreendedores sociais contribuindo com impacto sistêmico para o campo da longevidade. Isso é possível porque atuamos no Brasil com formato de laboratório, graças ao apoio de parceiros dispostos assumir riscos e inovar conosco”, diz Marília Duque, liderança de Nova Longevidade da Ashoka no Brasil à frente do Lab Nova Longevidade.

Além da chamada aberta, a edição de 2026 incorpora uma escuta estruturada com atores-chave do ecossistema. A iniciativa busca capturar uma perspectiva intersetorial sobre o momento atual da longevidade no Brasil e identificar caminhos concretos para avançar mudanças sistêmicas em temas como intergeracionalidade, cuidado, saúde e inclusão produtiva e digital.

"O Brasil está envelhecendo, mas o ecossistema de soluções voltadas à longevidade ainda é fragmentado. Para a RD Saúde, o compromisso vai além do negócio. O mapeamento desse cenário é uma aposta na inteligência coletiva como vetor de transformação. Partimos da premissa de que muitas respostas já existem nos territórios — e que o desafio está em conectá-las, fortalecê-las e potencializar seu impacto", completa Bruna Lima, gerente executiva de Impacto Social da RD Saúde.

Com isso, o mapeamento se afirma como uma base de inteligência coletiva — um ativo público voltado a orientar estratégias, políticas e investimentos em um país que vive uma transformação demográfica acelerada e precisa reinventar, de forma colaborativa, o modo como diferentes gerações viverão vidas mais longas.

“O 2º mapeamento do Lab Nova Longevidade parte do reconhecimento de que o campo da longevidade no Brasil já opera como um organismo vivo. Mais do que um conjunto de iniciativas, estamos diante de uma infraestrutura em formação, feita de relações, práticas e saberes que se conectam e geram valor coletivo. Ao olhar além de projetos isolados, o mapeamento nos permite fortalecer essa infraestrutura como bem público, ampliando sua capacidade de produzir inteligência coletiva, sustentar a diversidade de atores e avançar em direção a formas mais colaborativas e multissetoriais de governança”, conclui Cristiane Sultani, fundadora do Instituto Beja.

O Brasil tem um dos envelhecimentos mais acelerados do mundo. De acordo com o último Censo do IBGE, o índice de envelhecimento considerando-se a população com 60 anos ou mais chegou a 80,0 em 2022, com 80 pessoas idosas para cada 100 crianças de 0 a 14 anos. Envelhecer em contexto de desigualdade traz desafios e oportunidades para inovação em diferentes setores da sociedade. Mais do que isso, é preciso que todos os setores se articulem e colaborem para responder às demandas das múltiplas velhices em seus territórios com todas as complexidades e potências de um país com a diversidade brasileira.

“Estamos felizes em apoiar o lançamento do 2º Mapeamento do Lab Nova Longevidade, pois se trata de uma iniciativa alinhada a um dos principais compromissos do Itaú Viver Mais: gerar conhecimento de referência e apoiar a sociedade civil, a academia e a iniciativa privada a responderem de forma eficaz a essa transformação que o país vem vivenciando. Entendemos que não se trata apenas de viver mais, mas de garantir que essa jornada aconteça com dignidade, segurança e inclusão”, afirma Luciana Nicola, diretora de Relações Institucionais e Sustentabilidade do Itaú Unibanco.

O Mapeamento do Ecossistema de Inovação Social em Longevidade 2026 é conduzido pelo Lab Nova Longevidade e Ashoka com apoio de Instituto Beja, RD Saúde e Itaú Viver Mais. 

Organizações de todos os setores da sociedade podem se inscrever na chamada até 30 de junho de 2026, pelo link labnovalongevidade.org/chamada-mapeamento-2026/

Os insights e análises do ecossistema de inovação social em longevidade gerados pelo mapeamento estarão abertos para consulta pública a partir de setembro.