Ashoka reconhece nova turma de brasileiros como Jovens Transformadores de sua rede global

O anúncio foi feito durante o Festival LED – Luz na Educação, no Rio de Janeiro, em 13 de Junho

Grupo de jovens reunidos na parte externa do Museu do Amanhã.
Fonte: Ratão Diniz

Nos dias 11 e 12 de junho, a Ashoka — maior rede global de empreendedores sociais — realizou, no Rio de Janeiro, a etapa final de seleção dos Jovens Transformadores Ashoka 2025. O encontro reuniu 26 jovens de 15 a 20 anos, vindos de 11 estados do Brasil, todos movidos por um mesmo propósito: transformar o mundo em um lugar mais justo, inclusivo e sustentável, inspirando outras pessoas a também exercerem seu papel na construção do bem comum. 

Durante dois dias de atividades, os jovens participaram de encontros com a rede de inovadores sociais da Ashoka e parceiros estratégicos e apresentaram seus projetos sociais, que oferecem soluções para diferentes questões, como: educação, saúde, ambiente, equidade racial, acessibilidade, inclusão produtiva, tecnologia e direitos humanos. Todos os que demonstram como colocam em prática suas habilidades transformadoras – empatia, trabalho em equipe, liderança compartilhada e iniciativa empreendedora – serão reconhecidos como Jovens Transformadores Ashoka.

Os Jovens Transformadores Ashoka foram anunciados durante o Festival LED-Luz na Educação, no dia 13 de Junho, no Museu do Amanhã pela atriz Ana Hikari, que também conduziu uma sessão onde os jovens apresentaram seus projetos e aprendizagens. 

“Cada uma dessas histórias revela o poder que os jovens têm de transformar o mundo à sua volta. Ao reconhecer esses protagonistas, queremos inspirar outros jovens, e também os adultos, a enxergarem que a mudança social começa com atitudes simples, sustentadas por empatia, colaboração, iniciativa e uma nova forma de liderar pela qual todas as pessoas têm o direito a contribuir com vida coletiva”, diz Helena Singer, líder da Estratégia de Juventude da Ashoka. 

Conheça os Jovens Transformadores Ashoka 2025

BAHIA

Felipe Bandeira, de 18 anos, é natural de Candiba e fundou o Grêmio Estudantil Antônio Batista. O movimento se expandiu e passou a apoiar na criação e fortalecimento de grêmios em outras escolas, levando ao surgimento do projeto Transformando Grêmios Estudantis.

Giovana Lacerda, 17 anos, é de Salvador e criou a Associação de Apoio à Saúde do Atleta para oferecer suporte médico, acesso à informação e oportunidades educacionais a atletas de baixa renda.

Igor Bastos, 19 anos, é de Itabuna, e cocriou o Mãos Mágicas para combater a falta de acesso ao ensino de Libras em escolas, promovendo a acessibilidade e inclusão desde a infância.

José Cássio Alves, de 18 anos, vive em Teixeira de Freitas e criou o Pulso Jovem para desmistificar e incentivar a doação de sangue entre as juventudes, construindo uma nova cultura de solidariedade e responsabilidade social.

Matheus Santos, de 20 anos, é residente em Candiba. Após vivenciar a realidade dos hemocentros como estagiário hospitalar, criou o Amar é Doar para mobilizar jovens pela doação de sangue, criando pontes entre escolas e hemocentros.

Sabrina Queiroz, 18 anos, é de Ibotirama e idealizou o projeto Filhas de Gaia, que desenvolve aplicativos, oficinas, jogos e ações de mobilização para promover a educação ambiental com foco na gestão de resíduos sólidos.

Yasmin Manenti, de 19 anos, vive em Eunápolis e combate as desigualdades educacionais através do projeto Life Change, que oferece mentorias gratuitas sobre oportunidades acadêmicas, intercâmbios, olimpíadas científicas e desenvolvimento pessoal.
 

SÃO PAULO

Catarina Xavier, de 17 anos, é de São Paulo e idealizou o CatMat, canal digital no YouTube e no Instagram voltado a tornar o ensino da matemática mais didático, acessível e próximo da realidade dos estudantes.

Deivyd Barros, 19 anos, é de Osasco e fundou a Investeens, que desenvolve conteúdos digitais, materiais didáticos e palestras para promover educação financeira de jovens para jovem.

Hagata Cruz, de 20 anos, é natural de Araras, e viu na literatura afrofuturista uma possibilidade de resgatar a ancestralidade e imaginar futuros junto a crianças e jovens negros. A partir disso, cofundou o Projeto Boyebi.

Lucas Basso tem 18 anos e vive em São Paulo. Percebendo que a saúde mental era uma pauta urgente, mas invisível nas periferias, criou o Instituto Aristóteles, que oferece atendimento psicológico gratuito e forma jovens periféricos para pautar o tema em espaços de decisão política.

Lucas Faro, 20 anos, é de São Paulo e quer quebrar a barreira financeira que exclui jovens periféricos de sonhar grande. Para isso, criou a MoruMUN, que oferece preparação acadêmica, apoio financeiro e logística para que estudantes participem de Simulações da ONU e conferências internacionais.

Melyssa Ramos, de 19 anos, vive em Taubaté. Ao se deparar com os desafios de racismo ambiental, verticalização desordenada e o avanço do mar na região de Iguape e Ilha Compida, cofundou o coletivo Puro Ouro Verde, que promove justiça climática e educação ambiental entre jovens.
 

RIO DE JANEIRO

Cauê Ranif, 19 anos, é natural do Rio de Janeiro e idealizou a YAAP Brasil. A iniciativa constrói redes de apoio, dissemina informações e fortalece as identidades de jovens de periferias para que acessem oportunidades e impactem positivamente seus territórios.

Karollyny Morais, de 19 anos, é residente em Mesquita e cofundou o Jovem pra Política, canal no Instagram que aproxima as juventudes da política ao desmistificar o tema e mostrar como ele está presente no cotidiano.

Paula Borges tem 19 anos e vive no Rio de Janeiro. Ao ingressar em um dos colégios mais tradicionais da cidade, se deparou com as desigualdades educacionais e cocriou o Access+, plataforma gratuita que reúne programas educacionais e oportunidades extracurriculares para estudantes.
 

RIO GRANDE DO NORTE

Ana Luiza Maia, 15 anos, é de Mossoró. Após participar de simulações da ONU e se ver frequentemente como a única representante do seu estado, criou o Instituto Potiguando, que busca diminuir as disparidades regionais em educação por meio de workshops, palestras, materiais gratuitos e simulações da ONU.

Esthefany Rillary, de 18 anos, vive em Mossoró e criou o projeto Acessibilidade Linguística no Transporte Público. Unindo tecnologia e inclusão, Esthefany criou um dispositivo que possibilita a comunicação entre motoristas de ônibus e passageiros surdos.


AMAZONAS

Eli Minev, 18 anos, é natural de Manaus e idealizou o Projeto Ariá com o objetivo de resgatar o cultivo do ariá, um tubérculo milenar da região amazônica. Unindo ciência e saberes ancestrais, a iniciativa combate a insegurança alimentar em um contexto de crise climática.


RIO GRANDE DO SUL

Joana Dorneles, 16 anos, vive em Porto Alegre e é cofundadora do Coletivo Luísa Marques. O projeto realiza rodas de conversa, contações de história, oficinas e campanhas, criando um espaço de acolhimento e resistência liderado por meninas, para meninas.


ALAGOAS

João Marcos Almeida, 18 anos, é de Arapiraca e criou o Pré-Parei, plataforma digital que apoia estudantes da rede pública na preparação para o Enem e outros vestibulares, incentivando-os a acreditar em seu próprio potencial.


CEARÁ

Nicholas Diniz, de 20 anos, é residente em Fortaleza e fundou o Grupo Delfos, coletivo que atua na democratização da informação para jovens de escolas públicas e no seu desenvolvimento como agentes de transformação.


SERGIPE

Rafael Gama, 18 anos, é de Aracaju e idealizou o Instituto Athena, que estimula a participação cidadã entre jovens a partir de Caravanas Cidadãs, que percorrem escolas públicas com rodas de conversa e oficinas para democratizar o acesso às discussões políticas.