Programa Escolas2030 realiza Fórum Nacional em novembro

Aberto ao público, o evento reúne instituições educativas que adotam a educação integral em contextos de vulnerabilidade e mostram que práticas inovadoras estão ao alcance de todos
Criança vestindo uma camiseta amarela segura um ábaco sobre a cabeça e olha para o objeto, que possui cinco hastes verticais, que são preenchidas por bolinhas coloridas

Entre 22 e 24 de novembro, a Faculdade de Educação da USP e a Ashoka realizam o primeiro Fórum Nacional Escolas2030. O evento traz escolas, secretarias de educação e pesquisadores de várias partes do Brasil. Eles trabalham em rede para criar novos parâmetros de avaliação da aprendizagem, com base na prática da educação integral e transformadora. A premissa do programa é a de que os critérios de avaliação precisam ser contextualizados e que não faz sentido medir a qualidade de educação no Brasil, por exemplo, com a mesma régua que se mede na Coréia do Sul.  

O programa Escolas2030 é desenvolvido simultaneamente em dez países, com foco no sul global, e tem como referência o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4 (ODS4), que prevê a educação inclusiva, equitativa e de qualidade, com oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todas as pessoas. Além do Brasil, também participam escolas do Afeganistão, Índia, Paquistão, Portugal, Quênia, Quirguistão, Tajiquistão, Tanzânia e Uganda, que adotam um processo de pesquisa-ação durante dez anos. O programa é liderado globalmente pela Fundação Aga Khan e chegou ao Brasil por iniciativa da Fundação Itaú Social.

"O primeiro Fórum do Programa Escolas 2030 é uma oportunidade única de integrar experiências das escolas mais inovadoras do país, das secretarias comprometidas com a educação de qualidade e de pesquisadores que investigam a relação entre avaliações e inclusão social", diz Helena Singer, líder da Estratégia de Juventude da Ashoka na América Latina e uma das gestoras do Escolas2030 no Brasil. 

O Escolas2030 tem duração de dez anos, mas os resultados do programa são compartilhados entre os participantes, com secretarias de educação e com o público geral para que as práticas, do que comprovadamente já funciona, sejam irradiadas por outras escolas e governos. "Neste momento pós-pandêmico e de transição de governo, o Escolas2030 sistematiza suas primeiras conclusões para contribuir com a reconstrução das instituições educativas e desenhar os caminhos para que o Brasil se torne mais democrático, inclusivo e transformador pela educação, explica Singer.

Sobre o programa do Fórum Nacional Escolas2030

O evento é gratuito e acontecerá de forma híbrida, com atividades presenciais em São Paulo e transmissão ao vivo pela internet. O público terá a oportunidade de conhecer escolas inovadoras de todas as regiões do país. Em sua maioria, são instituições públicas, de vários níveis escolares - da educação infantil, passando pelo fundamental, médio, técnico e educação de jovens e adultos.  

A agenda do Fórum na manhã do dia 22/11, começa com visitas para conferir de perto o trabalho realizado por escolas-pólo que compõem o programa em São Paulo. 

Já à tarde, dois painéis discutem os resultados da pesquisa-ação do programa: Como organizações educativas inovam e Levantamento sobre avaliação em organizações educativas. A programação do dia se encerra com o lançamento do documento Recomendações para políticas públicas para a oferta de uma educação de qualidade. Estes documentos consolidam os achados dos três anos de atuação do programa no Brasil e visam incidir no debate público sobre educação.

Na quarta-feira, 23/11, pesquisadores, educadores e estudantes discutirão como avaliamos as aprendizagens transformadoras e construímos indicadores que, de fato, contribuam com a qualidade dos sistemas de educação. O encerramento do Fórum acontece na quinta, 24/11, com uma roda de conversa sobre Empatia, Educação Transformadora e a convivência no Universo Digital. 
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