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Peter Eigen

A corrupção sempre foi um tabu. Subornos em alguns países chegavam a ser dedutíveis dos impostos. Essa mentalidade começou a mudar quando Peter, tendo visto os danos incalculáveis ​​que esse cenário causava, especialmente em seu trabalho anterior, na área de desenvolvimento, fundou e construiu a organização não-governamental Transparência Internacional.

A Transparency, como é chamada em inglês, fez história em quase todos os países. Chamou a atenção de governos, da sociedade civil e do setor de negócios. Tornou-se um grande holofote. Suas constantes pesquisas sobre os níveis de corrupção percebidos em cada nação, e seu ranking de países, dos menos aos mais corruptos, atraiu enorme atenção mundial ano após ano. Isso afeta inúmeras decisões e, não menos importante, os fluxos de investimento.

O ranking foi complementado com uma análise aprofundada dos países e de toda sorte de instituições, de empresas a federações desportivas. Nos últimos anos, Peter conduziu os esforços globais da indústria para tornar todos os acordos existentes transparentes e criar melhores padrões. Estes variam da Iniciativa de Transparência das Indústrias de Extração à indústria da pesca.

A Transparency também tem sido uma força primordial na mudança de políticas públicas. Seu primeiro sucesso foi a Convenção Anti-Suborno da OCDE, em 1997. Hoje, 41 países (ou 90% das origens de investimento) ratificam a convenção. Em 2003, foi a vez da Convenção das Nações Unidas Contra a Corrupção. Em 2014, só os EUA arrecadaram US$ 1,56 bilhões em penalidades anti-suborno.

O sucesso de Peter na mudança de mentalidade do mundo sobre a corrupção exigiu profunda confiança nos valores do empreendedorismo de alto nível. E isso veio de raízes profundas.
Peter cresceu em Erlanger (perto de Nuremberg, na Alemanha) e começou diferentes empreendimentos aos 13, 17 e 19 anos. Aos 13, liderou um grupo de sete amigos em uma série de explorações, inclusive armando suas barracas no convés de um barco com destino a Amsterdã. Aos 17 anos, ele fundou um clube de jazz (em que tocava clarinete). Eles perderam o prédio em que estavam localizados por duas vezes, mas persistiram – tanto que o Clube Strohalm prospera por lá até hoje.

Ele também era um ávido cavaleiro. Para ser capaz de seguir com o esporte, aos 19 anos formou um clube de equitação, inicialmente composto por dez amigos. Em seguida, convenceu um próspero fazendeiro a construir estábulos e outras instalações, nas quais os membros de seu clube compareciam regularmente como clientes. Dentro de um ano, o fazendeiro tinha um novo negócio bem sucedido, e Peter, aos 23 anos de idade, tornou-se o líder da Associação Nacional de Equitação.

Quando confrontado com o desafio da corrupção, Peter sabia em seu íntimo que tinha capacidade de enfrentá-lo e vencê-lo.

Este artigo foi originalmente publicado em 8 Setembro 2017
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