O processo de reconhecimento é uma experiência transformadora. Os(as) candidatos(as) estruturam suas inovações e a maneira pela qual têm o potencial de mudar os sistemas. Eles analisam suas estratégias e métodos e refletem sobre seu envolvimento como indivíduos e líderes no mundo de hoje. O processo de reconhecimento não é simplesmente um meio para um fim. Ele também serve para gerar discussões consistentes, aguçar ideias e dar espaço a uma jornada de autodescoberta e crescimento.

As etapas do processo de seleção são:

  • Candidatura: A Ashoka recebe candidaturas de funcionários(as), voluntários(as), parceiros(as), empreendedores(as) sociais Ashoka e representantes, com base nos cinco critérios da Rede de Empreendedores(as) Sociais da Ashoka. Auto-candidaturas de empreendedores(as) sociais, que acreditam que atendem aos critérios da Ashoka, também são bem-vindas..
  • Primeira Opinião: A equipe local da Ashoka analisa as candidaturas para identificar uma inovação social fundamental. A fim de garantir que o(a) candidato(a) se encaixa nos critérios da Ashoka, conduzem visitas ao local e se reúnem com o(a) candidato(a), bem como analisam seu trabalho com outros(as) especialistas da área.
  • Segunda Opinião: Um(a) representante sênior da Ashoka com uma vasta experiência no campo do empreendedorismo social analisa o trabalho do(a) candidato(a) com a equipe local. O entrevistador de segunda opinião sempre vem de um continente diferente do que o do(a) candidato(a), para que possa trazer objetividade ao processo e avaliar o potencial de aplicação da ideia em outros lugares do mundo. O(a) entrevistador(a) da segunda opinião terá uma conversa profunda sobre a inovação da ideia e seu potencial de mudança do sistema de todo o setor, bem como a adequação do(a) candidato(a) aos critérios da Ashoka.
  • Painel: Nessa fase, três a quatro empreendedores(as) sociais e empresários(as) do mesmo país/região entrevistam o(a) candidato(as) para avaliar a inovação e seu impacto potencial no contexto local. Em seguida, o painel reúne-se em grupo e, facilitado pelo(a) entrevistador(a) da segunda opinião, decide por consenso se recomenda que o conselho da Ashoka reconheça esse(a) candidato(a) como um(a) empreendedor(a) social reconhecido(a) pela Ashoka.
  • Análise do conselho: O conselho global da Ashoka analisa o caso do(a) candidato(a) à luz das observações feitas pela equipe local, pelo(a) entrevistador(a) de segunda opinião e pelos(as) painelistas. Depois de avaliar a adequação do(a) candidato(a) aos critérios e seu alinhamento com a missão da Ashoka, tomam uma decisão final sobre o reconhecimento do(a) candidato(a)

 

CINCO CRITÉRIOS PARA A REDE DE EMPREENDEDORES(AS) SOCIAIS ASHOKA

O processo de seleção da Ashoka é consolidado por nossos cinco critérios, de acordo com os quais todos(as) os(as) candidatos(as) a empreendedor(a) social Ashoka serão avaliados em cada etapa do processo de seleção:

  1. Uma ideia inovadora: Os(as) candidatos(as) precisam ter uma ideia inovadora, uma nova solução ou abordagem para um problema social que mudará o padrão em determinado campo. Avaliamos a ideia historicamente e em relação às suas contemporâneas no campo, à procura de inovação e ao potencial de mudança real. Os(as) candidatos(as) devem apresentar uma inovação verdadeiramente transformadora e não apenas um ajuste à forma como as coisas são feitas atualmente.
  2. Criatividade: Empreendedores(as) sociais bem-sucedidos(as) são criativos(as) tanto como visionários(as) que estabelecem metas e como solucionadores(as) de problemas que são capazes de transformar suas visões em realidade. Uma das perguntas que podemos fazer: O(a) candidato(a) tem um histórico de criação de outras visões inovadoras?
  3. Qualidade empreendedora: Os(as) empreendedores(as) sociais bem-sucedidos(as) são motivados(as) pela meta de resolução do problema em que estão trabalhando. Normalmente, não descansam até que sua ideia seja o novo padrão para a sociedade. Ao mesmo tempo, estão dispostos a lutar incansavelmente com muitos desafios práticos de "como fazer". Um(a) candidato(a) bem-sucedido(a), se possuísse os meios, dedicar-se-ia em tempo integral para lançar e cultivar sua ideia.
  4. Impacto social da ideia: A nova ideia do(a) candidato(a) tem o potencial de mudar significativamente o campo e desencadear o impacto nacionalmente. A ideia em si tem de ser suficientemente nova, prática e útil para que as pessoas que trabalham na área possam adotá-la e transformá-la na nova regra do setor todo.
  5. Fibra ética: Os(as) empreendedores(as) sociais que introduzem mudanças estruturais importantes para a sociedade terão de inspirar a mudança em larga escala e em diferentes grupos de atores. Se o(a) empreendedor(a) não é de confiança, a probabilidade de sucesso é reduzida drasticamente. A Ashoka insiste que todos(as) os(as) participantes do processo de reconhecimento sejam avaliados(as) em relação à fibra ética.

Em 2008, eu me tornei uma empreendedora social reconhecida pela Ashoka. Fiquei muito feliz com esta oportunidade de conhecer pessoas incríveis, ir a lugares fantásticos e aprender sobre ideias inovadoras. Mas o que eu nunca poderia saber naquela época e só estou começando a entender agora é o...

Molly Barker
Girls on the Run, EUA, empreendedora social reconhecida pela Ashoka desde 2008
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As análises objetivas, críticas e estratégicas da Ashoka em relação aos caminhos de trabalho e desenvolvimento potencial já alteraram profundamente nossos planos de crescimento. Na verdade, graças à Ashoka, o padrão elevou-se bastante: agora, nossas aspirações são globais e não mais locais, e...

Al Harris
Blue Ventures, Reino Unido e Madagáscar. Empreendedor social Ashoka desde 2007.
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