A história da Ashoka

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O americano Bill Drayton fundou a Ashoka em 1980 com o objetivo de potencializar as transformações sociais por meio do reconhecimento e do apoio a empreendedoras e empreendedores sociais inovadores, com perspectiva de escala de seu impacto social positivo.  Um ano depois, na Índia, a Ashoka abriu seu primeiro escritório e começou a  colocar em prática sua metodologia para identificar os as empreendedoras e empreendedores sociais mais inovadores no mundo.  de empreendedores sociais.  Quatro anos mais tarde, sua estratégia conferiu a Bill Drayton o prêmio MacArthur Fellowship . A partir de então, ele começou a trabalhar em tempo integral na construção da Ashoka.

Em 1987, a Ashoka registrou oficialmente seu nome, inspirada pela palavra sânscrita Ashoka, que significa "ausência ativa de tristeza", e pelo imperador indiano de mesmo nome, um dos primeiros grandes empreendedores sociais do mundo. Depois de unificar a Índia no século 3 a.C., o imperador Ashoka renunciou à violência e se tornou um dos líderes mais tolerantes, criativos e de mentalidade aberta da história, criando inovações pioneiras para o  desenvolvimento econômico e bem-estar social.

A Ashoka começou a se expandir rapidamente em 1986 com o reconhecimento de empreendedoras e de empreendedores sociais no Brasil e, em seguida, no México, em Bangladesh e no Nepal. Continuou acrescentando países da Ásia, da África, da América Latina e da Europa Central e Oriental durante os anos 1990. Em 1988, a Ashoka elegeu cem empreendedores sociais em quatro países e começou a construir e integrar uma comunidade por meio  de um sistema de apoio financeiro, de mentoria e da facilitação de conexões  entre as empreendedoras e os empreendedores sociais reconhecidos pela Ashoka, criando a Rede Ashoka de Empreendedores Sociais, que é a maior rede global com esse perfil.

Em 1996, a Ashoka firmou uma parceria com a McKinsey & Company para fundar o Centro Ashoka-McKinsey de Empreendedorismo Social em São Paulo com o objetivo de capacitar a Ashoka para trabalhar de forma eficaz com o setor empresarial e, ao mesmo tempo, contribuir para a McKinsey estabelecer uma prática responsável no setor social. Nesse mesmo ano, após observar que a maioria das empreendedoras e dos empreendedores sociais Ashoka havia lançado suas primeiras iniciativas de transformação social na adolescência, a Ashoka lançou a Geração MudaMundo, com a visão de que a única maneira de aumentar significativamente a proporção de adultos que se veem como agentes de transformação e que dominem as necessárias e complexas habilidades sociais subjacentes, é transformar a maneira como todos os jovens crescem. A Geração MudaMundo começou a investir em jovens para que eles se tornassem agentes de transformação por meio da experiência de criação e de liderança de seu próprio projeto social.

A Ashoka lançou uma revista impressa na Índia em 1993, chamada Changemakers, para cobrir o campo do empreendedorismo social. Foi convertida para o site Changemakers.com em 1998, proporcionando um centro online e global que identifica e se aproveita de visões e de ideias poderosas para ativar redes de pessoas inovadoras sociais capazes de provocar uma mudança radical em seus campos de atuação.

Depois de selecionar mais de mil empreendedoras e empreendedores sociais no final dos anos 1990, era evidente que a Ashoka havia alcançado amplamente um dos seus principais objetivos: estabelecer o campo do empreendedorismo social. Outras organizações haviam sido formadas para apoiar o trabalho de empreendedoras e de empreendedores sociais promissores em várias fases do seu desenvolvimento individual e organizacional. Os programas de empreendimento social passaram a ser um elemento básico das escolas de negócio e de políticas públicas nos Estados Unidos e em outros países, e uma gama crescente de pesquisadores e empresas - incluindo advogados, consultores, acadêmicos, associações comerciais - evoluíram para estudar e acelerar o trabalho dos empreendedores sociais.

Tendo estabelecido firmemente o campo do empreendedorismo social, a Ashoka mudou formalmente seu foco para a visão "Todos Podemos Ser Agentes de Transformação™" (EACH) em 2005: a Ashoka acredita que por estarmos vivendo em um momento verdadeiramente histórico em que qualquer pessoa é capaz de criar uma mudança positiva, todas e todos precisam se tornar agentes de transformação para prosperar e devem estar equipados com as habilidades necessárias para esse fim. A Ashoka adotou e desenvolveu essa estratégia a partir da inspiração, da profundidade de conhecimento, da experiência acumulada e das ideias coletivas dos membros da Rede Ashoka de Empreendedores Sociais, que permite um crescimento amplo e profundo da mudança social eficaz.

A Ashoka baseou-se nesse conhecimento para desenvolver uma estratégia que se concentra em garantir que todas as crianças dominem a habilidade da empatia, todos os jovens estejam praticando as habilidades de realização de mudanças sociais positivas e as organizações em todos os setores adotem um estilo de trabalho de "equipe de equipes" flexíveis e abertas que apoiam a realização de mudanças. A Ashoka lançou o programa AshokaU em 2008 para catalisar a inovação social no ensino superior por meio de uma rede global de equipes de mudança, compostas por estudantes empreendedores(as), professores(as) e líderes comunitários. Em 2012, lançou o programa Escolas Transformadoras para estimular uma comunidade global das principais escolas de ensino básico, fundamental e médio que priorizam a empatia, o trabalho em equipe, a liderança, a resolução de problemas e a realização de mudanças sociais protagonizadas pelos próprios alunos e alunas.

Enquanto isso, a Ashoka continuou crescendo e expandindo sua rede global de empreendedores(as) sociais na América do Norte (lançou programas nos Estados Unidos em 2000 e no Canadá em 2002), no Oriente Médio e Norte da África em 2000, e no Oeste Europeu em 2005. Hoje, a Ashoka opera em 89 países em todos os continentes, tendo reconhecido mais de 3.500 empreendedoras e empreendedores sociais em todo o mundo.

Olhando para o futuro, a Ashoka identifica oportunidades potenciais em uma sociedade que está perto de atingir um momento decisivo que tornará possível a resolução de problemas críticos por meio de mudanças sistêmicas generalizadas. A Ashoka faz isso apoiando e incentivando as empreendedoras e os empreendedores sociais a trabalhar uns com os outros e com parceiros empresariais, com o setor público, com a universidade e com outras instituições influentes apoiando-se mutuamente e provando o poder do espírito colaborativo e empreendedor.