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Durante gerações, predominou na maior das sociedades um sistema sustentado por algumas pessoas no topo, dando ordens a uma maioria, que deveria apenas repetir habilidades e movimentos específicos, cada vez mais rápido. A educação escolar foi, assim, orientada para formar os funcionários das empresas e os trabalhadores das fábricas que nosso sistema hierárquico e repetitivo exigia.

Mas os jovens hoje crescem em um mundo onde as hierarquias estão em decadência e as fronteiras em colapso enquanto as tecnologias reduzem as barreiras à participação ativa e à inovação em praticamente todos os aspectos da sociedade. Agora, carregamos dispositivos repletos de ferramentas que antes eram acessíveis a poucos. Redes pessoais, plataformas de colaboração e canais de distribuição de mídia estão agora ao nosso alcance, prontos para serem aplicados diante de qualquer problema ou oportunidade.

Este nível de poder individual produz mudanças sem precedentes em um nível muito acelerado. Essa transição de um mundo definido pela contínua repetição para um definido pela mudança contínua é dramática. Daí a urgência de transformarmos a visão, os objetivos e os processos envolvidos na educação das novas gerações.

Muitos jovens sentem que há algo muito diferente entre o antigo paradigma e o novo. Neste ambiente de mudança, as estruturas baseadas em departamentos, muros e ordens hierárquicas não se sustentam. Em seu lugar, emergem novas possibilidades, em que todos, de alguma forma, lideram os processos e tem a oportunidade de construir o bem comum. Um sistema aberto, com equipes fluidas, que se deslocam, ultrapassam fronteiras para resolver problemas complexos e aproveitar as oportunidades que vêm com mudanças rápidas.

É para este novo mundo que os jovens hoje precisam ser formados, desenvolvendo as habilidades fundamentais de empatia, colaboração, protagonismo e criatividade. Este desenvolvimento se dá pela prática, pela experiência de participar de processos que lhe possibilitem se reconhecer como agentes de transformação.

Para fortalecer este movimento, a Ashoka desenvolve a arquitetura sináptica que permite aos jovens (1) acessar todas as informações relevantes, debates, redes e recursos; (2) conectar com outros jovens que desejem realizar projetos similares na sua comunidade ou em qualquer lugar do mundo; e (3) contribuir com suas ideias, voz e capacidade para promover mudanças positivas. Esta arquitetura permite que todas essas forças se multipliquem e se adaptem constantemente como o processo de mudança evolui. Isso inclui o envolvimento dos próprios jovens, daqueles diretamente responsáveis pela educação das novas gerações, pais e educadores, e também dos agentes capazes de institucionalizar este novo paradigma: gestores públicos comprometidos com a necessária transformação na educação; universidades que desenvolvem programas inovadores; autores, editores e mídia que buscam dar visibilidade aos indivíduos, grupos, coletivos, redes e movimentos que criam modelos e soluções inovadoras.

Nossa Rede

Nós te convidamos a explorar as diversas maneiras pelas quais os programas da Ashoka apoiam a realização de mudanças em jovens, adultos, organizações e empresas. Envolva-se com nossos programas para ajudar a promover um mundo no qual todas e todos podem ser agentes de transformação social positiva:


Ashoka Lead Young é uma campanha que demonstra por meio de narrativas o poder dos(as) jovens que visualizaram uma resolução para um problema, formaram e lideraram uma equipe e criaram uma solução que mudou seu mundo. Ele(a) identifica e compartilha essas histórias em colaboração com editores(as) e outras grandes vias de distribuição para inspirar mais jovens a se tornarem agentes de transformação. A Lead Young também procura mostrar e encorajar as iniciativas dos mais de mil empreendedores(as) sociais da Ashoka, cujo trabalho está colocando os jovens na liderança.


Ashoka Geração MudaMundo® é uma iniciativa que elabora estratégias integrais e compromissos experimentais dos jovens que inserem a realização de mudanças nas culturas de empresas, escolas e universidades e organizações da juventude. A Geração MudaMundo trabalha com jovens e parceiros para a cocriação de ferramentas e programas que ajudam os jovens a se auto-identificar como agentes de transformação e a dominar as habilidades necessárias para prosperar como agentes de transformação, tais como: empatia, liderança colaborativa, criação da cultura de equipe de equipes e realização de mudanças (resolução criativa de problemas). Visite a Geração MudaMundo® online e siga-nos no Twitter: @gmmashoka.


O programa Escolas Transformadoras  é uma iniciativa da Ashoka em parceria com o Instituto Alana, no Brasil desde 2015. Teve início nos Estados Unidos, em 2009, e de lá para cá espalhou-se por 34 países. Hoje conta com uma rede formada por mais de 280 escolas, sendo 21 brasileiras. Após um criterioso processo de reconhecimento, as escolas passam a fazer parte de uma rede colaborativa com diversos profissionais e juntos criam estratégias e implementam práticas para fomentar a empatia, criatividade, trabalho em equipe e protagonismo dos alunos para uma educação transformadora. Siga-nos no twitter:  @escolasT_BR.


O programa Ashoka Changemaker-Xchange é uma plataforma global que reúne jovens empreendedores sociais de mais de 40 países em Summits ao redor do mundo para trocar experiências e co-criar ideias inovadoras. Atualmente, o programa acontece na Europa, Oriente Médio, Ásia e norte da África.


O programa AshokaU trabalha com faculdades e universidades para fomentar a cultura de inovação social na educação universitária. A AshokaU utiliza uma abordagem de mudança institucional com o objetivo de impactar a educação de milhões de estudantes. @AshokaU.